Este é um curso prático e introdutório que convida os participantes a explorarem as origens da fotografia por meio de processos históricos e experimentais, sem o uso de câmeras. A partir do conceito de fotograma — técnica na qual objetos são dispostos sobre um material fotossensível e expostos à luz ultravioleta — os alunos irão criar imagens únicas, registrando silhuetas e transparências de folhas, flores e objetos do cotidiano.
O suporte principal para essa experimentação será o cianótipo, processo fotográfico centenário caracterizado por seu azul profundo. Inventado em 1842 por Sir John Herschel, o cianótipo utiliza um composto férrico de baixa sensibilidade à luz e não requer químicos agressivos como o fixador.
Todos também terão a oportunidade de explorar a técnica do quimigrama — combinação de manipulação química e luz — para criar a capa de um livreto. Cada aluno montará seu próprio exemplar com as produções feitas ao longo da aula, reunindo em formato físico suas experimentações visuais e o conhecimento adquirido sobre esses fascinantes processos da fotografia artesanal.
Fotografia sem câmera: Cianótipo e Quimigrama

orientação: Ricardo Hantzschel
quando: 27 de outubro, segunda feira
carga horária: 4 horas
que horas: das 13h30 às 17h30
faixa etária: a partir de 14 anos
onde: Rua Purpurina, 315 – Vila Madalena
para quem: fotógrafos, artistas visuais, estudantes e interessados em geral
pré-requisito: possuir noções básicas de fotografia
quanto: R$450 à vista ou 3x R$168 (todo material necessário está incluso no valor)
mais informações: cidadeinvertida@gmail.com ou (11) 91716-2828


Ricardo Hantzschel é jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Fotografia e Mídia pelo Senac-SP é fotógrafo profissional há trinta anos. Foi docente do ensino superior, foi professor do Bacharelado em Fotografia do Centro de Comunicação e Artes do Senac, desenvolvendo e ministrando disciplinas na Graduação e Pós Graduação de 2000 à 2015. Em 2014 conquistou o Prêmio Funarte Marc Ferrez, com o ensaio SAL, trabalho exposto posteriormente no Instituto Tomie Ohtake, SP e na Bienal de Florença, Itália, ambos em 2015. Em 2003 foi vencedor do prêmio Porto Seguro de Fotografia, com o ensaio Cidade Múltipla, trabalho que conquistou também o edital da Caixa Cultural Sé em 2010. Figura no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo desde 2001 com o ensaio Cidade Casual, trabalho exposto no Museu da Imagem e do Som em 2000. Desenvolve o projeto educacional em linguagem visual Cidade Invertida desde 2006.
