
Ricardo Hantzschel, fotógrafo profissional e coordenador do projeto, desenvolve pesquisa aprofundada com câmeras pinhole, utilizando esta técnica para a criação de alguns de seus trabalhos pessoais. As imagens dos ensaios Cidade Casual e Cidade Múltipla, que hoje integram o acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, lhe renderam o Prêmio Porto Seguro de Fotografia em 2003.
Um ano mais tarde, durante a 26ª Bienal Internacional de São Paulo, conheceu as belgas Cristine Felten e Véronique Massinger, cujo trabalho na mostra era formado por enormes fotografias coloridas (3x1,5m) captadas com um trailer adaptado como câmera pinhole. Ao deixarem o Brasil, as artistas doaram o referido trailer a Ricardo, com a intenção de mantê-lo ativo no meio fotográfico.
Com experiência no ensino da fotografia em instituições como o Museu Lasar Segall, Centro Cultural São Paulo, Sesc Pompéia e a Faculdade de Fotografia Senac (Graduação e Pós Graduação), Hantzschel percebeu a oportunidade que se abria e investiu no trailer para criar o projeto Cidade Invertida.
O veículo foi reformado e adaptado para se tornar uma câmera obscura gigante e um laboratório tradicional preto-e-branco que poderia ser levado a qualquer lugar.
Premiado em primeiro lugar no edital do Programa de Ação Cultural no final de 2006, o Cidade Invertida ganhou corpo e equipe, realizando parcerias com empresas, museus, movimentos comunitários, faculdades, eventos fotográficos e o poder público, viabilizando oficinas e vivências fotográficas para centenas de participantes.